RETRATOS DE ATIBAIA

Inauguração do monumento em homenagem ao Major Juvenal Alvim



1938 - Monumento ao Juvenal Alvim de Campos Bueno (Major Juvenal Alvim)

Em 28 de abril de 1934 encontrava-se enfermo, há vários dias, o Major Juvenal Alvim, que era, naquele momento, o presidente do Diretório do Partido Republicano do município de Atibaia.

Na madrugada de domingo de 9 de janeiro de 1936 falece em sua residência à Rua José Lucas, nº 35, aos 70 anos de idade, o Major Juvenal Alvim.

Texto de Licínio Carpinelli - "A parca e ceifadora brutal, arrebatou ao nosso convívio e à nossa estima, vibrando um golpe profundamente doloroso, aquela figura inconfundível, que se chamou Juvenal Alvim. O passamento do grande atibaiense, ocorrido na madrugada de domingo passado, 9 de janeiro, abre uma lacuna que não se preenche, na terra que lhe serviu de berço e a qual o pranteado morto, sem esmorecimentos, prestou inestimáveis serviços durante longos anos, quer como homem público, quer como homem particular. Evidentemente, não existe na história de Atibaia nenhuma iniciativa altruística que não encontrasse desde logo no Major Juvenal Alvim decidido apoio material e moral: a cidade deve ao seu inesquecível filho, à sua operosidade sempar, todo o surto do seu progresso. O seu amor à terra que o viu nascer chegava ao sacrifício; desejava-a cada vez maior, não a abandonando nunca, até com prejuízo da saúde, na boa ou na má fortuna. Daí certo, o motivo de sua moléstia que nos roubou uma vida preciosa, padrão de dignidade ávida e moral. Descanse, grande morto, na paz do céu!"

Em 1º de novembro de 1936 encontrava-se exposto na vitrine da Casa Russomanno (Rua José Alvim, nº 115 - atual Calçadão), a maquete do monumento que seria erigido em homenagem ao Major Juvenal Alvim, trabalho esse do escultor atibaiense Yolando Malozzi.

Em 1938, com os últimos serviços de cantaria praticado pelo artífice Nello Nery foi assentado o pedestal da estátua do Major Juvenal Alvim, no qual se destacava uma placa de bronze com uma alegoria a Cáritas. Tanto a alegoria como a estátua foram trabalhos do artista atibaiense Yolando Malozzi. Após a construção do monumento foi feito o ajardinamento da Praça Claudino Alves pelo prefeito municipal João Batista Conti.
Em janeiro de 1938 foi solenemente inaugurado o monumento, com a presença dos familiares do homenageado, usando da palavra ilustres convidados e pelo Sr. João Batista Conti (prefeito municipal à época). O povo atibaiense participou em massa, a banda de música fez o seu papel.

Entre 1965 a 1966, na gestão do Interventor Federal (Prefeito Municipal) Tito Lívio Garini, o monumento foi demolido para dar lugar a uma "Fonte Luminosa" que nunca funcionou devido a inúmeros problemas técnicos. A estátua do Major Juvenal Alvim foi colocada em lugar de destaque na "Fonte Luminosa" direcionada para a Rua José Lucas.
Na gestão do prefeito nomeado Omar Zigaib (07 de maio de 1971 a 04 de julho de 1975), a praça foi remodelada, retirando a "Fonte Luminosa" e criando a praça da Serra do Itapetinga (os canteiros lembravam com seus morros e pedras a Serra do Itapetinga e a Pedra Grande) e a estátua de bronze do Major Juvenal Alvim foi levada para a Praça Bento Paes (onde se encontra o Museu Municipal João Batista Conti) e colocada em um pedestal de pedras com arcos fechados e a placa de bronze com uma alegoria a Cáritas. A placa de bronze alguns anos depois foi roubada por vândalos.

Daquele monumento e da praça que os atibaienses tinham orgulho, hoje só se encontra para a lembrança daquele que dedicou sua vida por Atibaia apenas a estátua de corpo inteiro na Praça Bento Paes.



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